AM tem queda de 92% em mortes por vírus respiratórios em 2026

AM tem queda de 92% em mortes por vírus respiratórios em 2026

O Amazonas registrou uma redução expressiva nas mortes causadas por vírus respiratórios em 2026. Entre 1º de janeiro e 4 de agosto, o estado contabilizou quatro óbitos, número 92% menor em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 50 mortes. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Perfil das vítimas

Todas as quatro pessoas que morreram por vírus respiratórios neste ano tinham 60 anos ou mais, sendo três homens e uma mulher. As causas dos óbitos foram divididas entre Influenza A, responsável por duas mortes, além de um caso de Covid-19 e outro de metapneumovírus.

Crianças concentram os casos graves

Apesar da queda nos óbitos, o levantamento mostra que crianças pequenas continuam sendo o grupo mais vulnerável às formas graves da doença. Do total de 1.280 casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por vírus respiratórios no Amazonas em 2026, 1.013 ocorreram em menores de 4 anos, o que corresponde a 61,3% dos registros.

Dentro desse grupo, os bebês com menos de 1 ano são a maioria, somando 621 casos, enquanto crianças de 1 a 4 anos registraram 392 ocorrências. Entre os vírus identificados, o rinovírus lidera com 549 casos, seguido pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com 438 registros. A Influenza aparece com 193 casos e a Covid-19 com 46.

Manaus lidera notificações

A capital amazonense concentra a maior parte dos casos do estado, com 937 das 1.280 notificações confirmadas. No interior, os municípios com mais registros são Eirunepé, com 42 casos, Ipixuna, com 30, Manacapuru, com 23, e Guajará, com 20 ocorrências.

Entre os sintomas mais frequentes relatados pelos pacientes estão tosse, dificuldade para respirar, febre e desconforto respiratório. O estudo também apontou que 34,2% dos casos envolviam pessoas com algum fator de risco, sendo asma, doenças cardiovasculares crônicas e diabetes as condições mais comuns.

Queda ao longo do ano

A diminuição nas mortes por vírus respiratórios foi observada em diferentes meses de 2026. Em janeiro, os óbitos caíram de 10 para 2 em relação ao ano anterior. Em abril, a queda foi de 12 para apenas 1 caso, e em junho, de 8 para 1. Já em fevereiro, março, maio, julho e no início de agosto não houve nenhum registro de morte pela doença.

Os números indicam avanço no controle da mortalidade por vírus respiratórios no Amazonas, ainda que a vigilância em relação aos casos graves entre crianças pequenas continue sendo prioridade das autoridades de saúde no estado.

Fonte: G1 Amazonas

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