Secretário de Saúde rebate prefeito: “Manaus ocupa o 60º lugar em atenção básica do Amazonas”

Secretário de Saúde rebate prefeito: “Manaus ocupa o 60º lugar em atenção básica do Amazonas”
Luis Saraiva contestou críticas de Renato Júnior e apontou dados do Ministério da Saúde para questionar desempenho da saúde primária na capital_
O secretário de Estado de Saúde do Amazonas, Luis Saraiva, reagiu às críticas do prefeito de Manaus, Renato Júnior, e apresentou dados do Ministério da Saúde para contestar a situação da saúde na capital. Segundo Saraiva, Manaus aparece na 60ª posição entre os 62 municípios amazonenses no ranking da atenção básica do Previne Brasil, do Ministério da Saúde.
A declaração ocorreu após Renato Júnior responsabilizar o Governo do Amazonas pela fila do Sisreg e afirmar que a Prefeitura encaminha à rede estadual os pacientes que necessitam de atendimentos de maior complexidade. O prefeito criticou a estrutura hospitalar do Estado e questionou supostos débitos com profissionais e empresas da área da saúde.
Em resposta, Saraiva classificou as declarações como “extremamente agressivas” e rebateu a acusação de falta de pagamentos aos prestadores.
“Prefeito, já foram pagos pelo atual governo R$ 383 milhões para as empresas médicas da capital e dos municípios”, afirmou o secretário.
Saraiva também negou que o Estado não tenha ampliado sua estrutura de atendimento e citou a entrega do Hospital Dia, no Complexo Hospitalar Zona Sul, além de projetos como o TEA Juventude. Ele afirmou ainda que o novo CAIC TEA da Zona Sul deve ser entregue no próximo mês.
Ao defender a atuação da rede estadual, Saraiva também criticou a atenção básica de Manaus.
Segundo ele, mais de 60% dos pacientes que chegam às unidades estaduais de urgência e emergência apresentam quadros que poderiam ser atendidos em outros níveis da rede, o que, na avaliação do secretário, contribui para a pressão sobre os hospitais.
Para reforçar o baixo desempenho da saúde municipal, Saraiva citou a posição de Manaus no Previne Brasil, programa do Ministério da Saúde que avalia indicadores da atenção primária, como pré-natal, saúde da mulher e da criança e acompanhamento de pacientes

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