Segundo informações registradas pela família, o episódio começou ainda durante o período de aula, quando alunos participavam de uma suposta “brincadeira” que consistia em quebrar ovos na cabeça uns dos outros. De acordo com o pai da adolescente, a situação saiu do controle e passou a envolver agressões físicas e práticas de intimidação contra a filha.
A família relata que a estudante foi empurrada para fora da escola por colegas. Do lado externo da unidade, um dos envolvidos já a aguardava com latas de tinta, que foram despejadas sobre ela. O pai afirma que a substância seria tóxica, provocando mal-estar e dificuldade para respirar.
Mesmo após deixar a área da escola, as agressões teriam continuado. Conforme o relato, a adolescente foi perseguida no trajeto até sua residência e atingida com ovos, lama, lixo e mato.
O caso foi registrado em Boletim de Ocorrência. A jovem passou por atendimento médico e realizou exames no Instituto Médico Legal (IML). O laudo pericial foi encaminhado diretamente à delegacia responsável pela investigação e deverá ser apresentado em audiência.
A família sustenta que a adolescente já vinha relatando episódios de preconceito dentro da escola antes do ocorrido. Abalada, ela demonstra receio de retornar às atividades escolares.
Até o momento, a direção da Escola Estadual Karla Patrícia e a empresa responsável pela segurança da unidade não se pronunciaram sobre as circunstâncias do caso. A família cobra esclarecimentos sobre a ausência de intervenção no momento das agressões e pede providências para garantir a segurança da estudante.