Governo do Amazonas negocia mais recursos federais contra queimadas e fumaça

Governo do Amazonas negocia mais recursos federais contra queimadas e fumaça

O governador Roberto Cidade (União) disse em coletiva, na segunda-feira (12), que negocia com o governo federal recursos emergenciais para enfrentar os incêndios e a fumaça que prejudicam a população amazonense há semanas. O novo pedido ainda não tem valor definido: o estado deve apresentar planos de trabalho, e as demandas de cada prefeitura afetada serão avaliadas.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o Fundo Amazônia liberou R$ 45 milhões para o projeto ProAmazon, voltado a equipar o Corpo de Bombeiros Militar (CBMAM) no combate a incêndios. O estado já recebeu R$ 34,7 milhões, e restam R$ 10 milhões. Desde 2023, o Amazonas recebeu mais de R$ 372 milhões para socorro, ajuda humanitária e reconstrução, com 262 planos de trabalho aprovados.

No sábado, Cidade assinou decreto de emergência em 36 municípios por causa dos incêndios florestais, reconhecido no mesmo dia pelo ministério. O secretário nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff, esteve no estado, e o ministro Waldez Góes afirmou que não faltarão equipamentos, veículos, pessoal e recursos. O governador lembrou ainda o decreto de emergência climática de junho e disse que a decisão foi tomada no momento certo.

De acordo com o coronel Orleilso Muniz, do CBMAM, uma reunião com o Ibama, o Prevfogo e as Forças Armadas definiu as ações dos próximos dias, com coordenação aérea em uma sala de situação do Corpo de Bombeiros. As áreas prioritárias são o entorno de Manaus, Autazes e o Baixo Amazonas, até Parintins. Um avião KC-390 da FAB já atuava, enquanto os Air Tractors aguardavam teto de visibilidade. Haverá bases em Itacoatiara, com quatro aeronaves, e em Manaus, cobrindo o eixo da BR-319, além de equipes em solo em Manacapuru, Careiro Castanho e no km 53 da AM-254.

O governador atribuiu parte da dificuldade ao El Niño, ativo desde maio e mais intenso desde setembro, e lembrou que queimadas criminosas e pequenos focos, como um cigarro jogado, também alimentam o problema.

Na segunda, Manaus amanheceu pelo quinto dia seguido com qualidade do ar entre muito ruim e péssima, segundo o Selva, da UEA. O superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, disse que a nuvem pode se dissipar em quatro dias, mas o coronel Orleilso afirmou que não há como prever, pois grande parte da fumaça vem do oeste e do sul do Pará.

No mesmo dia, o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec) reuniu prefeitos do interior para alinhar prevenção e combate. O estado conta com as operações Amazonas+Verde, Tamoiotatá e Alerta Fogo.

Foto: Reprodução

Com informações do portal A Crítica.

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