Produtores de Apuí chegam às finais de concursos nacionais com café agroflorestal

Produtores de Apuí chegam às finais de concursos nacionais com café agroflorestal

Cafeicultores de Apuí, no sul do Amazonas, chegaram às fases finais de dois dos principais concursos de qualidade de café do país: o The Best of Canephora Brazil e o Florada Premiada 2026. Ao todo, o município tem oito representantes nas etapas decisivas. O desempenho é atribuído às propriedades com sistemas agroflorestais (SAFs), que combinam café com árvores nativas e outras espécies na mesma área, sombreiam a lavoura, ajudam a manter a umidade e a fertilidade do solo e permitem produzir sem abrir novas áreas de floresta.

O The Best of Canephora Brazil, em sua primeira edição, avalia cafés canéfora (conilon e robusta). Os cinco finalistas do Amazonas são todos de Apuí e fazem parte da iniciativa Café Apuí Agroflorestal: Everaldo Florêncio da Rosa, Márcia Brito de Moraes, Sandra Nunes Ferreira, Vanilse Constante de Souza e Viriato Rolf Lemke. Everaldo atribuiu a classificação ao trabalho feito ao longo de toda a safra e agradeceu ao Idesam e à Amazônia Agroflorestal.

O Florada Premiada, promovido pelo Projeto Florada com apoio do Grupo 3 Corações, é apresentado como o maior concurso de mulheres cafeicultoras do mundo. Apuí estreia na competição, com três produtoras na final pela primeira vez: Joelma Pereira Alcântara, Sandra Nunes Ferreira e Vanilse de Souza. Em 2025, Márcia Brito foi campeã regional do concurso e, neste ano, ela, Deguimar Duarte, Kamila Brito e Kelly Viana ficaram entre as 100 melhores do ranking.

A iniciativa Café Apuí Agroflorestal é conduzida pela Amazônia Agroflorestal, em parceria com o Idesam e com apoio da Prefeitura de Apuí, e oferece acompanhamento técnico, mentoria e assistência a produtores de café especial. Para Jonatas Machado, diretor de Operações da Amazônia Agroflorestal, os resultados vêm do acompanhamento contínuo, da capacitação e da troca de conhecimentos, que envolvem manejo dos SAFs, colheita, fermentação, secagem e armazenamento. Conhecida como capital amazonense do café, Apuí vê no resultado um sinal de que o café produzido na Amazônia pode ser reconhecido pela qualidade e pelo modo de produção.

Foto: Divulgação

Com informações do portal A Crítica.

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