Ação aponta envio de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo a agência “fantasma”

Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas apontou que a ex-chefe do gabinete pessoal da Prefeitura de Manaus, Anabela Cardoso Freitas, teria encaminhado mais de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo para a agência de turismo Revoar, considerada “empresa fantasma” nas investigações.
Valores não tem Origem Declarada
Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os valores não possuem origem declarada, o que pode indicar indícios de irregularidade e lavagem de dinheiro.
Anabela e o proprietário da agência, Alcir Queiroga, foram presos na operação Erga Omnes, deflagrada no dia 20 de fevereiro, que apura a atuação do chamado “núcleo político” de uma organização criminosa no Amazonas. Ao todo, 14 pessoas foram presas, oito no estado, e nove seguem foragidas, entre elas o apontado líder do grupo, Allan Kleber Bezerra Lima.
A ação também resultou na apreensão de carros de luxo, dinheiro em espécie e documentos.
Em depoimento, Alcir confirmou que os recursos entregues por Anabela eram utilizados para a compra de passagens aéreas destinadas ao prefeito, familiares e integrantes da cúpula do Executivo municipal.
Segundo ele, os pagamentos variavam de R$ 15 mil a R$ 40 mil, quase sempre em dinheiro vivo, com cédulas de R$ 20, R$ 50 e R$ 100, muitas vezes emitidas em caráter de urgência.
Entre os destinos mais frequentes estariam São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e viagens ao Caribe, incluindo uma viagem durante o Carnaval do ano passado, quando, segundo o empresário, aproximadamente R$ 34 mil foram pagos em espécie para passagens do prefeito, da primeira-dama Izabelle Fontenelle e de parentes.
O vice-prefeito Renato Junior e outros integrantes da prefeitura também teriam sido beneficiados, conforme o depoimento.
A polícia concluiu que a Revoar não possui sede formal, site ou registro de compra de passagens junto às companhias aéreas. O único endereço vinculado à empresa seria a residência de Alcir, o que reforça a suspeita de que se trata de uma empresa de fachada.
De acordo com as investigações, a organização criminosa teria movimentado aproximadamente R$ 70 milhões desde 2018, aproximadamente R$ 9 milhões por ano, atuando em parceria com traficantes no Amazonas e em outros estados.
Operação Erga Omnes
O grupo é suspeito de facilitar a contratação de empresas de fachada nos setores de transporte e logística para viabilizar a compra de drogas na Colômbia e o envio para Manaus, de onde os entorpecentes seriam distribuídos para outras unidades da federação.
Os investigados podem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
-Clique abaixo e veja também
Proteção Anti DDOS. Para seu website
Servidor dedicado no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Servidor VPS no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Hospedagem compartilhada para seus projetos online
Hospedagem Claud para seus projetos online
Hospedagem VPS. Para seus projetos online
Visualizações reais em seus vídeos do youtube
Pessoas reais na minha live do youtube
Assessoria para canais no youtube
-
-




