Amazonenses já pagaram mais de R$ 125 bilhões em impostos em 2026, aponta Impostômetro

Amazonenses já pagaram mais de R$ 125 bilhões em impostos em 2026, aponta Impostômetro

Manaus (AM) – Os contribuintes do Amazonas já pagaram mais de R$ 125 bilhões em impostos nos três primeiros meses de 2026, segundo dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O levantamento considera o período entre de 1º de janeiro a 28 de março e reúne tributos arrecadados em todas as esferas.

Somente em Manaus, a arrecadação ultrapassa R$ 50 milhões no mesmo intervalo, reforçando o peso da capital na composição da receita estadual e nacional. A arrecadação de impostos no Amazonas ocorre de forma direta — quando o contribuinte paga tributos por meio de guias e boletos — e indireta, embutida no preço de produtos e serviços. O processo é coordenado principalmente pela Secretaria de Estado da Fazenda (Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas).

Em 2025, os amazonenses pagaram mais de R$ 49 bilhões em impostos ao longo do ano, de acordo com o Impostômetro da ACSP. O valor representou cerca de 1,24% de toda a arrecadação nacional no período. Em Manaus, a população desembolsou aproximadamente R$ 2 bilhões em tributos, cifra superior à registrada no ano anterior.

A maior parte da arrecadação no estado vem de impostos sobre produção e circulação de mercadorias, com destaque para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que incide sobre bens e serviços. Já nos tributos sobre renda e patrimônio, o Imposto de Renda (IR) concentra o maior volume, seguido pelas contribuições previdenciárias destinadas ao financiamento da Previdência Social.

A tendência é de crescimento contínuo. Em 2024, os amazonenses haviam pago mais de R$ 44 bilhões em impostos, enquanto em 2023 o total foi de R$ 37 bilhões.

No campo da recuperação de receitas, o Estado também registrou avanço na dívida ativa. Em 2025, a Procuradoria Geral do Estado do Amazonas (Procuradoria Geral do Estado do Amazonas) arrecadou R$ 366 milhões em débitos inscritos, resultado recorde na série histórica da instituição. O valor supera em mais de três vezes o segundo maior montante, registrado em 2023, quando foram arrecadados R$ 115 milhões.

Do total obtido em 2025, R$ 99 milhões correspondem a débitos apenas inscritos em dívida ativa, enquanto R$ 267 milhões vieram de valores já inscritos e ajuizados, ou seja, em fase de cobrança judicial.

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