Atleta mirim de Manaus lidera ranking nacional aos 8 anos

Atleta mirim de Manaus lidera ranking nacional aos 8 anos

Com apenas 8 anos, Bia de Jesus já se destaca como um dos novos talentos da natação brasileira. A atleta da Associação das Irmãs Missionárias Capuchinhas, em Manaus, acumula cinco ouros, seis pratas e dois bronzes em diferentes provas, com resultados expressivos nos 25 metros livre e borboleta. Em 2026, alcançou o topo do ranking oficial da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) ao conquistar o primeiro lugar nacional nos 50 metros livre feminino da categoria Mirim 1, no XI Torneio de Abertura SESI Clube, em fevereiro.

A vitória não foi apenas mais um resultado para Bia, mas sim um marco em sua trajetória. “Fiquei muito feliz com o resultado desta competição. Foi especial para mim e me deixou orgulhosa de tudo o que venho aprendendo na natação”, afirma a atleta mirim.

A rotina dela é organizada para equilibrar treino, escola e descanso. Ela treina cinco vezes por semana no Colégio Adalberto Valle instituição que acompanha e apoia a trajetória desde o início. Esses treinos combinam atividades dentro da piscina e exercícios de resistência fora dela, contribuindo para o desenvolvimento físico e técnico de forma equilibrada, sem deixar de lado o prazer e o aprendizado que cada etapa proporciona.

De acordo com o treinador dela, Yves Simões, o maior desafio é equilibrar o rendimento com a formação a longo prazo. Ele explica que não se pode pensar apenas no resultado imediato, mas em construir uma carreira sólida. “No caso dela, o processo envolve desenvolver técnica, capacidade fisiológica e maturidade competitiva, sempre respeitando as fases de desenvolvimento. Muitas vezes, o desafio é controlar a ansiedade por resultados rápidos e manter o foco no processo.”

Família de atletas

Bia vem de uma família que une tradição esportiva e formação acadêmica, a mãe dela, Kelly de Jesus, e sua tia, Karla de Jesus, são doutoras em Educação e professoras do curso de Educação Física da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Ambas já se dedicaram intensamente à natação, tanto na prática quanto na pesquisa científica, construindo uma trajetória que combina experiência dentro das piscinas e conhecimento acadêmico.

Hoje, Kelly alia a experiência acadêmica e profissional ao papel de mãe para refletir sobre o caminho da filha na natação. Para ela, o mais importante é que o esporte seja vivido com alegria e consciência, respeitando cada etapa do desenvolvimento.

“A Bia tem um repertório motor aguçado para a natação. Para mim, o significado maior não é o ranking em si, mas ver que, em apenas um ano, ela já demonstra dedicação e alegria no que faz. O que mais quero passar para ela é que o esporte é uma jornada de paciência, ou seja, um ‘talento’ precisa de tempo para ser lapidado. Quero que ela entenda que cada prática é um tijolinho neste processo e que o mais importante é ela se sentir capaz e feliz em cada etapa, sem pressa de chegar ao topo. “

Já a tia da atleta mirim, Karla de Jesus, reforça que os resultados da sobrinha são fruto de um processo construído com constância e cuidado ao longo dos anos. De acordo com ela, o verdadeiro significado está em valorizar cada etapa do desenvolvimento e garantir que o esporte seja vivido de forma saudável e prazerosa.

“Quero que com todas as condições dela, hoje saiba aproveitar ao máximo para aproveitar todos os benefícios que o esporte pode trazer para a vida dela. A natação é um esporte altamente benéfico para a saúde, mas a Bia ainda é uma criança e portanto precisa aproveitar o máximo da infância para depois, se de fato seguir no esporte, ter condições de encarar uma rotina de treino, a qual não será fácil”, disse.

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