China exige libertação imediata de Maduro e condena ação dos EUA

China exige libertação imediata de Maduro e condena ação dos EUA

Pequim – O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou neste domingo (4) que os Estados Unidos devem libertar imediatamente o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, além de garantir a segurança pessoal do casal. A declaração foi divulgada em comunicado oficial publicado no site do governo chinês.

Segundo Pequim, a situação na Venezuela deve ser resolvida por meio do diálogo e da negociação, e não por ações militares. O governo chinês classificou a deportação de Maduro e de sua esposa como uma violação do direito e das normas internacionais.

A posição chinesa reforça críticas já feitas logo após a operação americana em território venezuelano. Na ocasião, a China declarou estar “profundamente chocada” com o uso da força pelos Estados Unidos contra um Estado soberano, condenando a ação militar conduzida por Washington.

Para o governo chinês, a operação representa uma afronta direta à soberania da Venezuela e ao princípio da não intervenção, considerado um pilar das relações internacionais. Pequim afirmou ainda que o episódio reflete um comportamento “hegemônico” por parte dos Estados Unidos, capaz de colocar em risco a paz e a segurança regional.

A China é uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela e, nos últimos anos, tem defendido publicamente que as disputas internas do país sul-americano devem ser resolvidas exclusivamente pelo povo venezuelano, sem interferência externa.

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