25/06/2018 às 11h04min - Atualizada em 25/06/2018 às 11h04min

O que sabemos até agora sobre o Caso Vitória

Vitória Gabrielly, de apenas 12 anos, foi encontrada morta em Araçariguama (SP). A polícia investiga o caso.

Uol.com
Rafael Serrão
O país parou para acompanhar o processo investigativo sobre a misteriosa morte da menina Vitória Gabrielly, de 12 anos, na pequena cidade de Araçariguama, em São Paulo, e ainda há muita expectativa em torno da motivação do crime. Seu corpo foi encontrado no sábado (16), após oito dias de seu desaparecimento, tendo saído de casa para andar de patins. Houve mobilização dos moradores durante as buscas por toda a região, porém, mesmo depois de encontrado o corpo, não se sabe quem foi o responsável, nem mesmo qual o motivo do assassinato.
 
O encontro do corpo
 
Conforme informou a Polícia Militar, o corpo foi localizado por volta das 13h do sábado (16) após uma denúncia, e estava ao lado dos patins em um matagal numa estrada de terra localizada no bairro Caxambu. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o boletim de ocorrência registra que um homem que estava coletando material reciclável avistou o corpo da estudante e avisou a PM. Já em avançado estado de decomposição, o corpo estava com a mesma roupa que a menina usava da última vez que foi vista. Chinelos, meias, dois pedaços de cadarços e um elástico de cabelo também foram encontrados no local, tendo sido recolhidos e passados por perícia.
 
Laudos preliminares
 
A necropsia feita pelo Instituto Médico Legal de Sorocaba apontou que a causa da morte foi asfixia por esganadura e que não havia sinais de violência sexual. O cadarço dos patins foi utilizado para amarrar os braços e pernas da menina. O advogado da família, Roberto Guastelli, disse que “pelo estado de decomposição do corpo é possível que a menina tenha sido morta no mesmo dia que foi levada. Porém, o laudo ficará pronto em até 30 dias”.
 
Segredo de Justiça
 
A Justiça optou por manter sigilo nas investigações desde a sexta-feira (15), um dia antes de o corpo ser encontrado. O sigilo foi decretado juntamente com a prisão temporária do servente de pedreiro Julio Cesar Lima Ergesse, de 24 anos, que diz ter estado em um carro com a menina no dia do sumiço. Ele virou suspeito após apresentar várias versões diferentes sobre o caso. As duas medidas foram tomadas para que as investigações não sejam afetadas.
 
Como a polícia chegou até o suspeito preso
 
Os investigadores chegaram até Ergesse após uma denúncia. O homem teria relatado a um conhecido que esteve em um carro com a menina. Esse conhecido, que não teve a identidade divulgada, foi até a polícia para denunciá-lo. O servente foi então chamado para depor como testemunha, mas acabou virando suspeito após confirmar à polícia que esteve com Vitória no dia em que ela sumiu e apresentar várias versões contraditórias sobre sua participação nos eventos. Na principal delas, ele diz que pegou carona no carro de um casal que levava a vítima.
 
Quem é o suspeito
 
Na última terça-feira (19), Ergesse teve o pedido de prisão temporária prorrogado por 30 dias. O investigado é de Mairinque, município que fica a 20 quilômetros de Araçariguama. Ele trabalha como servente de pedreiro e disse à polícia que é usuário de drogas. Nesta quinta-feira (21), ele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba, onde foram coletadas amostras de sangue e saliva. O material será utilizado pela perícia para comparar com marcas colhidas nas roupas, cadarços e patins da menina
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