Especialista em lavagem de dinheiro do CV com uso de criptomoedas é preso na Colômbia

Especialista em lavagem de dinheiro do CV com uso de criptomoedas é preso na Colômbia

Amazonas – Um homem apontado como especialista em lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho (CV), com o uso de criptomoedas e fintechs, foi preso no último dia 2 de janeiro na Colômbia durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (Ficco-AM).

Trata-se de um suspeito chamado Efren Ipuz Prada, de 34 anos, um dos principais alvos da Operação Xeque-Mate, deflagrada em outubro de 2025.

Segundo a Polícia Federal (PF), Prada integrava o núcleo financeiro do CV comandado por Alan Sérgio Martins Batista, conhecido como Alan do Índio, e era responsável por estruturar esquemas de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

A prisão ocorreu com apoio da representação da PF na Colômbia e cooperação internacional da Interpol, por meio de difusão vermelha.

De acordo com as investigações, o suspeito vivia há mais de um ano em território colombiano utilizando documentos falsos para ocultar a identidade.

Assim como o líder do grupo, Alan do Índio, ele teria passado por procedimentos estéticos com o objetivo de dificultar o reconhecimento pelas autoridades brasileiras.

Após a formalização da prisão, a Polícia Federal informou que será encaminhado um pedido de extradição à Justiça colombiana, para que o investigado responda no Brasil pelos crimes apurados no âmbito da Operação Xeque-Mate.

Bloqueio milionário e uso de criptoativos

No curso da operação, a Justiça Federal no Amazonas determinou o bloqueio de R$ 122 milhões movimentados pelo grupo criminoso liderado por Prada e Alan do Índio.

As apurações apontam que o núcleo financeiro negociava carregamentos de drogas e utilizava criptoativos para remunerar suspeitos colombianos, dificultando o rastreamento dos recursos.

Além disso, o esquema de lavagem de dinheiro incluía o uso de empresas de fachada, especialmente no setor de marketing digital, sem atividade econômica real, bem como a intermediação por fintechs, plataformas que oferecem serviços financeiros digitais como pagamentos, empréstimos e controle financeiro.

As investigações seguem em andamento e fazem parte do esforço integrado das forças de segurança para enfraquecer a estrutura financeira de organizações criminosas com atuação no Amazonas e conexões internacionais.

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