Esquiador pode conquistar medalha inédita para o Brasil nas Olimpíadas de Inverno

Nascido na Noruega, o esquiador Lucas Pinheiro Braathen pode fazer história na Itália, ao conquistar a primeira medalha olímpica de inverno para um país sul-americano, após mudar de nacionalidade para competir pelo Brasil, país de origem de sua mãe.
O atleta de slalom e slalom gigante ameaçou se aposentar em 2023, após competir pela Noruega, mas retornou ao esporte em 2025 para representar o Brasil.
O slalom é uma das cinco modalidades do esqui alpino. Trata-se de uma descida na qual os esquiadores têm de passar através de uma série de pórticos, dispostos num traçado com curvas e arcos estreitos, com os atletas atingindo de 60 a 70 km/h.
Já o slalom gigante é disputado da mesma forma que o slalom, mas os pórticos ficam mais distantes entre si e as curvas são maiores, o que exige do esquiador muita técnica e estratégia para traçar o melhor caminho ao longo do trajeto.
No ano passado, Braathen se tornou o primeiro brasileiro a subir ao pódio em uma etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino, garantindo a primeira vitória do país nesta temporada, somando-se às cinco vitórias do atleta pela Noruega.
Carismático, ele afirma que as pessoas não acreditam quando ele diz que representa o Brasil no esqui alpino.
Em uma coletiva de imprensa realizada na Casa Brasil, em Milão, o atleta destacou o peso histórico de representar o país.
“A pressão é muito grande. Represento mais de 200 milhões de pessoas e sou o atleta com a maior chance de trazer uma medalha para casa”, disse.
“Mas essa pressão também é um privilégio. É nesse estado que você pode atingir seu potencial máximo”, acrescentou.
Braathen estreia hoje (14) no esqui alpino slalom gigante, junto ao também brasileiro Giovanni Ongaro. Nicole Silveira, que estreou no skeleton feminino na sexta-feira, terminando em 12º lugar, retorna para as descidas finais da categoria.




