Motorista de aplicativo é preso por abusar de adolescente no DF

Motorista de aplicativo é preso por abusar de adolescente no DF

Ceilândia (DF) – Um motorista de aplicativo de 34 anos foi preso no último domingo (08) suspeito de ter abusado sexualmente de uma adolescente de 17 anos durante uma viagem, em Ceilândia, no Distrito Federal. O crime foi cometido em uma área de mata.

Segundo informações da família, a vítima estava na casa de uma amiga e solicitou uma viagem por aplicativo. A vítima compartilhou o carro com mais duas amigas. Assim que as outras jovens desceram do carro, o motorista trancou as portas do carro e mudou o destino da viagem, de acordo com o relato.

A família conta que a adolescente tentou enviar uma mensagem para a mãe, mas não conseguiu porque estava sem sinal no celular.

“Ele parou umas duas casas atrás da nossa. Eu só vi ela vindo, chorando. Eu saí correndo atrás, correndo e xingando ele. Parti para a delegacia. Ele estragou a vida da minha filha”, conta a mãe da jovem.

A Polícia Militar localizou o motorista com base nas informações do veículo. Ele foi encaminhado para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II, em Ceilândia.

A mãe da adolescente disse que o crime foi um choque e que sua filha “entrou em pânico”.

“Ele [motorista] estragou a vida da minha filha, emocionalmente, tudo. Ele tem que pagar”, diz a mãe da vítima.

A mãe da adolescente ainda disse que o autor viu onde sua filha mora e que, por isso, a família vai se mudar para outro endereço.

O Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) divulgou o nome completo do motorista Guilherme Nunes da Silva. Ele passou por audiência de custódia, no domingo (08), e a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva

Em nota, a Uber disse que “o motorista teve a conta desativada e a plataforma permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”

O que diz a Uber

“A Uber lamenta o caso e considera inaceitável qualquer tipo de assédio, violência ou má conduta sexual. A plataforma defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza e encoraja que as mulheres denunciem qualquer incidente tanto pelo aplicativo quanto às autoridades competentes. O motorista teve a conta desativada e a plataforma permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei.

Todas as viagens na plataforma são cobertas por um seguro e, em parceria com o MeToo Brasil, a Uber conta com um canal de suporte psicológico. Ambos foram disponibilizados para a usuária”.

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