02/12/2020 às 15h13min - Atualizada em 02/12/2020 às 15h13min

​Quadrilha toma ruas e assalta banco em Cametá, no Pará, em ação parecida com a que ocorreu em Criciúma

g1.com.br
REDAÇÃO
Uma quadrilha com pelo menos 10 criminosos tomou as ruas de Cametá (PA), a 235 km de Belém, no começo da madrugada desta quarta-feira (2), e assaltou uma agência do Banco do Brasil (veja vídeo acima). Moradores relataram em redes sociais uma noite de terror. Um homem, identificado como Alessandro de Jesus Lopes Moraes, foi morto após ser feito refém. Outra pessoa foi atingida na perna e está internada no hospital da cidade, mas não corre risco de morte.

Uma quadrilha com pelo menos 10 criminosos assaltou uma agência do Banco do Brasil em Cametá, a 235 km de Belém. A ação começou por volta da meia-noite e durou cerca de 1 hora e meia. Os bandidos usaram moradores da cidade como escudo humano e atacaram o 32º Batalhão da Polícia Militar do Pará. Um dos reféns morreu. Quadrilha usou armas de alto calibre e explosivos. Os bandidos fugiram de carro e, depois, em barcos. Ainda não se sabe o que foi levado. Ninguém foi preso.

A ação tem características semelhantes à registrada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada desta terça (1º), em que uma quadrilha também fez ataques pelo município em ação para assaltar uma agência do Banco do Brasil. Em 2020, o estado registrou mais dois outros assaltos semelhantes: um em Ipixuna do Pará, em 30 de janeiro, e em São Domingos do Capim, em 3 de abril. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, "praticamente todos os envolvidos" foram presos. De 2017 a 2020, foram 51 assaltos desse tipo no Pará, segundo Secretaria de Segurança Pública.

Assim como ocorreu em Criciúma, a quadrilha atacou um quartel da Polícia Militar (PM), impedindo a saída dos policiais, e usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. As pessoas foram capturadas em bares. Esse crime é conhecido como "novo cangaço" ou "vapor", que se caracteriza por ações rápidas, violentas, com muitos disparos de armas de fogo, tomada de reféns e uso de explosivos. Normalmente, são planejados em cidades de médio e pequeno porte, que tem um efetivo menor de policiais. Nas ações, os criminosos cercam os batalhões de polícia.
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