25/06/2018 às 14h45min - Atualizada em 25/06/2018 às 14h45min

Qual nota de real é mais falsificada? Descubra e veja como não ser enganado

Encontre orientações e notícias sobre economia: investimentos, finanças, negócios, carreira, cotações de Bolsas, moedas, índices econômicos e mais...

uol.com.br
UOL
Foto: Reprodução
 
A nota de R$ 100 é a mais falsificada atualmente, segundo dados do Banco Central. No ano passado, o BC recolheu 273,8 mil notas falsas de R$ 100, somando os dois tipos de cédulas em circulação. Em 2017, até setembro, foram 176 mil notas de R$ 100 apreendidas. As estatísticas indicam que a tendência dos falsários é realmente priorizar o valor da nota, ou seja, quanto maior o valor, mais falsificada é a nota, mesmo que notas falsificadas de valor mais alto possam chamar mais a atenção no comércio. As de R$ 50 ficaram na segunda colocação. Foram 131,7 mil em 2016 e 101,1 neste ano. Leia mais: Márcia Silveira, chefe da divisão Departamento do Meio Circulante/Informática do Banco Central, afirma que o normal, em qualquer país, é que as moedas de maior valor e de maior circulação sejam as mais falsificadas. No total, somando notas falsas de todos os valores, o BC recolheu 493 mil em 2016, e 342 mil neste ano. A curiosidade é que mesmo notas com valor muito baixo chegam a ser falsificadas. Neste ano, o BC já reteve 3.541 notas de R$ 2 e, acredite se quiser, até mesmo duas de R$ 1, que não são mais fabricadas desde 2005, mas podem ter grande valor entre colecionadores.
PRF/Divulgação
Notas de R$ 50 apreendidas em Assis (SP) pela Polícia Rodoviária Federal em 2015
Mas isso nem sempre foi assim. Até 2011, a nota preferida dos falsificadores era a de R$ 50. Márcia Silveira diz que a de R$ 50 circulava mais no Brasil do que a de R$ 100, por uma questão cultural, mas isso mudou no começo desta década. "Como a de R$ 50 sempre era a que mais circulava na mão das pessoas, o falsário obviamente ia para essa (nota), por ter a maior possibilidade de passar a cédula feita por ele", afirma. "Com o tempo, as cédulas de R$ 100 passaram a ser mais utilizadas, e os falsários passaram a falsificar mais também."
Getty Images/iStockphoto
O Banco Central orienta a ficar atento no dia a dia para cédulas falsificadas e recusar receber se não identificar algum dos elementos de segurança das notas (veja mais abaixo quais são esses elementos). Caso perceba que recebeu uma nota suspeita, ela deve ser levada a qualquer agência bancária. O banco vai anotar os dados (nome, endereço, documento de identificação, CPF ou CNPJ no caso de ser empresa) e enviará a cédula ou moeda para análise do Banco Central. Se ficar comprovado que a cédula é legítima, você será reembolsado pelo banco. Caso seja falsa, não há reembolso. Você só receberá o reembolso pelo dinheiro falso se ele for sacado no banco, mesmo que seja no caixa eletrônico. Nesse caso, é preciso levar a nota a uma agência do banco, que é obrigado a trocá-la imediatamente, segundo o BC. Não é necessário levar o extrato do saque, nem fazer um boletim de ocorrência para conseguir a troca. "Os bancos têm os registros de saques efetuados, inclusive nos caixas eletrônicos", afirma o BC. Márcia Silveira alerta que passar para frente uma nota falsa para fugir do prejuízo é crime, podendo pegar de seis meses a dois anos de detenção e multa. Atualmente estão em circulação duas séries de cédulas de real no Brasil. As cédulas da primeira família não são mais produzidas, apesar de ainda valerem. A segunda foi lançada em 2010, e tem mais elementos de segurança para dificultar falsificações. Márcia Silveira recomenda que, ao receber uma nota, procure identificar ao menos três dos elementos. Segundo ela, é muito difícil que uma falsificação consiga reproduzir com fidelidade três dos dispositivos de segurança. Confira alguns dos elementos de segurança das notas da 2ª família do real:
Arte UOL

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »