08/07/2021 às 12h01min - Atualizada em 08/07/2021 às 12h01min

Covid: Brasil tem semana epidemiológica com menos mortes desde março

REDAÇÃO - BDC NOTICIAS.
FONTE: FATO AMAZONICO
Covid: Brasil tem semana epidemiológica com menos mortes desde março última semana epidemiológica no país, entre os dias 27/6 e 3/7, terminou com o menor número de mortes por Covid-19 desde março deste ano. Foram 10.852 óbitos no período, uma queda de 9%.

De casos, o resultado é o menos ruim desde fevereiro. Os 355.131 novos infectados, entre o fim de junho e e o início de julho são a menor quantidade desde fevereiro, numa diminuição de 29,4%. A última vez que os números estiveram nesse patamar tinha sido em fevereiro deste ano. Na semana entre os dias 14/2 e 20/2, foram notificados 329.394 casos. Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), e foram levantados e analisados pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles. Para especialistas, a diminuição de notificações de mortes e casos de coronavírus é resultado do reflexo da corrida para a imunização da população por meio da vacinação contra a Covid-19. 

Nessa terça-feira, o Metrópoles mostrou, em um levantamento utilizando os dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), que as internações e mortes para maiores de 60 anos caíram nas últimas semanas em todo o país. A faixa dos maiores de 60 anos foi, desde o começo da pandemia, a parcela mais expressiva entre os óbitos documentados no país. E são também as pessoas que pertencem a este grupo nos grupos atuais de vacinação em todo o país. O médico infectologista Eder Gatti afirma que o avanço da vacinação demonstra como ela é efetiva para contenção da pandemia do coronavírus.

“Se pegarmos dados de internações e óbitos por síndrome respiratória aguda grave, percebemos como isso (a vacinação) é eficaz. As incidências em pessoas nas faixas etárias acima dos 60 anos caem, enquanto que as de 40 até 59 anos começam a crescer pelo fim de abril. E a diferença que nós temos entre esses dois grupos é apenas a imunização”, explica Gatti. Para o especialista, entretanto, medidas restritivas de circulação e aglomerações não podem ser deixadas de lado, já isso facilitaria que novas variantes surjam com as infecções. No estado de São Paulo, por exemplo, o governador João Doria (PSDB) anunciou a ampliação dos horários de funcionamento do comércio e de serviços não essenciais, que a partir da próxima sexta-feira podem funcionar até às 23h.

Segundo dados do Vacinômetro, atualizados até a noite desta quarta-feira, 17,8% da população adulta do estado estava devidamente imunizada, seja com a segunda dose ou com dose única de vacina. Na última semana de junho, a capital paralisou a vacinação contra Covid-19 por falta de doses. O governo estadual, que repassa as doses aos municípios, atribuiu a falta de insumos a atrasos nas entregas previstas pelo Ministério da Saúde.

“Por mais que nós continuemos avançando, ainda vamos viver com a Covid-19 entre nós. Por isso, temos que ir avançando na vacinação, mas mantendo algumas medidas, até que tenhamos efetivamente mais pessoas com o ciclo de imunização completo”, afirma o especialista. Com informações de Metrópoles.
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