26/08/2021 às 09h27min - Atualizada em 26/08/2021 às 09h27min

​COLUNA MILTON CARMONA | Minha terra, nosso queijo, meu orgulho!

REDAÇÃO - BDC NOTICIAS.
REDAÇÃO
Milton Carmona É um Engenheiro Agrônomo formado na Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Autazense raiz, neto do saudoso Miguel Cardoso, filho do Sr. Carmona e Erineia Rebelo. Está sempre atento aos assuntos relacionados ao setor primário de Autazes. Com paixão pela sua área de formação e pelo setor, resolve escrever essa coluna.

Olá amigos, estou de volta, e como prometido, vou comentar sobre a produção de queijos em Autazes e tentar ser o mais suscinto possível para falar a respeito de nossa principal fonte econômica. O município de Autazes vem sendo há muitos anos, uma das maiores bacias leiteiras do estado do Amazonas, vale ressaltar também que a maior produção de leite de búfala no estado é aqui, nessa cidade maravilhosa, terra querida que tanto amo e tenho orgulho. No início, a produção era inteiramente rústica e artesanal, os queijos eram fabricados em grandes blocos com mais de 5kg, bastante salgado (como forma de conservar por mais tempo o produto) e a maior parte era enviada por recreio para Manaus. Nas fazendas, não se tinham os cuidados nas pastagens, nem no bem-estar animal, na genética, não importava se a raça da vaca era boa pra leite ou não. 

Com tempo, alguns produtores passaram a ter esses cuidados, as vacas de raças leiteiras (principalmente girolando) foram sendo adquiridas pelos produtores, pastagens implantadas e com o capim ideal para essas vacas, foram surgindo nas fazendas, currais abertos, foram dando lugares para as salas de ordenha, etc. o manejo correto foi dando vida e mais força na nossa produção de leite. Meus caros, leitores, a pastagem é a parte principal na produção de vacas leiteiras. Tanto que uma pastagem adequada, sendo bem manejada, mantendo a lotação ideal, vai dar condições para que qualquer vaca leiteira (seja ela de ração ou não) possa atingir o seu potencial máximo de produção. Por isso é importante a manutenção da pastagem, principalmente com adubação NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio) entre outros macros e micronutrientes. 

Hoje, o município conta com várias fábricas de queijo e laticínios, sejam terrestres ou em flutuantes, estas fábricas compram leite de alguns produtores e também possuem uma criação de vacas leiteiras para manter a sua média de produção diária, mantendo assim a produção em todos os dias do mês. Nas fábricas, aquela rusticidade na fabricação foi dando lugar às técnicas de produção, como a pasteurização do leite, dosagem correta do coalho e do sal, maiores cuidados na higiene durante todos os processos de produção o que permite manter a padronização dos produtos, no tamanho, na textura, no sabor e principalmente o ponto do sal. 

A fabricação em sua maior parte continua de forma artesanal, feita manualmente como antes, a ‘mão do queijeiro’ ainda pesa no produto final, a produção dessa forma, nos permite manter as tradições nos seus mínimos detalhes, mantendo aquela identidade passada de geração para geração, o que mantem sempre o padrão de boa qualidade do nosso queijo, mantendo sempre vivo e firme a nossa boa fama conhecida em todo o estado do Amazonas de Terra do Leite e do Queijo. Volto a afirmar, o nosso queijo continua sendo um dos melhores do Estado.
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