07/10/2021 às 16h50min - Atualizada em 11/10/2021 às 00h00min

Após estreia olímpica com o Quênia, Luizomar revela que o sonho não acabou: falta brigar por medalha

Técnico do tradicional time de vôlei de Osasco comentou sobre sua experiência na África e no Japão durante palestra no Liga NESCAU® Summit, congresso voltado a profissionais e estudantes de educação física

SALA DA NOTÍCIA De Marco
Qualquer criança praticando esporte, sonha. Se imagina marcando um gol como um camisa 10 de seleção ou enterrando uma bola na cesta feito um astro da NBA. O esporte ensina sobre acreditar e trabalhar para transformar desejos em realidade. É o caso do técnico Luizomar de Moura, consagrado como um dos mais vencedores do vôlei nacional – único treinador campeão mundial de clubes do país, com o time de Osasco  – e que concretizou o sonho de comandar uma seleção nos Jogos Olímpico em 2021, no Japão. Dirigiu o Quênia, dentro de um projeto da Federação Internacional que visa desenvolver a modalidade no país. E para quem pensa que a chama se apagou, Luizomar dá o recado: a próxima meta é voltar a Olimpíada, desta vez para brigar por medalha.

Luizomar falou sobre sua experiência à frente da seleção queniana durante o terceiro módulo do Liga NESCAU® Summit, congresso on-line de capacitação dedicada aos profissionais de educação física, na noite de quarta-feira (6), na plataforma www.liganescau.com.br. “Um dos maiores desafios foi manter a motivação, não só minha, mas da comissão técnica e, principalmente, das atletas. Nós sabíamos que a chance de derrota era muito grande, porque o vôlei ainda está engatinhando no Quênia, mas fizemos o mesmo trabalho de alto nível de todas as outras equipes. Acho que nunca perdi cinco jogos seguidos na minha carreira e mantivemos o espírito de fazer o melhor, sempre”, contou o treinador do Osasco São Cristóvão Saúde, que luta para chegar a mais uma final de Campeonato Paulista.

Durante a palestra, o treinador revelou o momento mais difícil da Olimpíada, enfrentar o Brasil. Ao final da partida, após a derrota por 3 a 0, ele foi abraçado pelas atletas brasileiras, em especial Camila Brait, Tandara e Natália. “Na véspera, a Camila Brait me ligou e disse que seria muito complicado me enfrentar, pois isso só tinha acontecido há pelo menos 15 anos, antes de eu levá-la para jogar em Osasco. Ao final da partida em Tóquio, ela, a Tandara e a Natália, vieram me abraçar. As mesmas meninas que fizeram a primeira viagem internacional comigo, nos tempos de seleção brasileira de base. Naquela época, eu dizia que, com dedicação, elas se tornariam atletas olímpicas. E, naquele momento, foram elas que falaram que eu também era olímpico. Portanto, acreditem nos seus sonhos”, finalizou.

Criatividade - O terceiro módulo do Liga NESCAU® Summit também contou com um debate sobre “Criatividade e inovação para a prática esportiva”, com a participação dos professores Alexandre Arena, João Batista Freire, ambos do Instituto Esporte e Educação (IEE), Andréia Honorato Ribeiro e Eliane Miada, as duas da Associação Desportiva para Deficientes Físicos (ADD). A mediação foi de Renata Silveira, jornalista e narradora da Rede Globo. Os profissionais destacaram a importância de saber aproveitar o material disponível para adaptar, recriar e reciclar, a fim de que a atividade física seja inclusivo.”Esporte é um direito de todos. Se todos praticassem, seríamos mais educados. A primeira função do esporte é educar, depois pode formar atletas”, disse João Batista.

Alexandre comentou sobre a importância de adaptar materiais para promover o interesse e engajamento das crianças. “No IEE, uma palavra que define a inovação é: sucesso. Isso significa que as crianças passam a gostar de jogar basquete, por exemplo, a medida que elas conseguem jogar, ou seja, conseguem fazer cesta, ou acertar a bolinha de tênis ou passar a bola do outro lado da rede. O problema é que isso muitas vezes não acontece em uma quadra com dimensões oficiais. E quem disse que o aro de basquete para criança tem que ser o tamanho oficial? Nós criamos materiais para isso, como uma cesta de basquete com aro maior e colocada a uma altura que os meninos e meninos conseguem até enterrar. Essa é uma ação corriqueira na Caravana do Esporte”, contou.

No encerramento das atividades da quarta-feira (6), os professores Joilson Santos e Cibele Venâncio, também do IEE, ensinaram na prática como desenvolver técnicas e materiais alternativos para as aulas de Educação Física. Para participar dos próximos módulos do Liga NESCAU® Summit, basta se inscrever gratuitamente no site www.liganescau.com.br.
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »