12/11/2021 às 11h21min - Atualizada em 13/11/2021 às 00h00min

Câncer de próstata é a segunda maior causa de mortes entre os homens

SALA DA NOTÍCIA MP & ROSSI COMUNICAÇÕES
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O INCA - Instituto Nacional de Câncer prevê que a cada ano do triênio 2020/2022, 65.840 novos casos de câncer de próstata sejam diagnosticados no Brasil e cerca de 15 mil pacientes venham a falecer. De acordo com o urologista Karlo Danilson de Moraes Sousa, do Hospital Santa Casa de Mauá, o movimento Novembro Azul alerta sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce como forma de elevar as chances de cura.

Quando está no início, a doença não apresenta sintomas, o que torna a prevenção ainda mais importante. “A confirmação é feita por uma biópsia, que normalmente é indicada após alguma alteração no exame de sangue (PSA) ou no toque retal, sendo esses dois últimos, recomendados para os homens que já passaram dos 40 anos de idade e realizados de forma preventiva anualmente”, esclarece o médico.

O diagnóstico precoce torna possível o tratamento curativo da doença. Em algumas situações é possível o seguimento vigiado, conhecido como Active Suveillance, com diagnósticos cada vez mais no início.

Alguns fatores colaboram para o desenvolvimento do câncer de próstata como a idade, histórico familiar, sobrepeso, tabagismo e obesidade. Portanto, adotar bons hábitos ajudam na prevenção, como uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, com menos gordura, além de atividades físicas e redução no consumo de álcool.

Em estágios mais avançados, alguns sintomas que podem identificar a doença são dificuldade para urinar, sangue na urina, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Vale destacar, que esses sintomas também podem ocorrer devido a doenças benignas da próstata como hiperplasia benigna ou prostatite, inflamação geralmente causada por bactérias.

O tratamento dependerá do estágio da doença, sendo que tanto a cirurgia quanto a radioterapia são consideradas métodos curativos nos casos iniciais. “Em casos avançados é preciso uma associação desses métodos e do tratamento hormonal, além de outros paliativos, pois as definições sobre como tratar a doença somente ocorrerá após análise dos riscos, benefícios e melhores resultados para cada paciente, conforme estadiamento da doença e condições clínicas”, explica o urologista Karlo Danilson de Moraes Sousa.
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