06/01/2022 às 07h37min - Atualizada em 06/01/2022 às 07h37min

Coluna do André Marsílio | BR-319 vai sair em 2022?

REDAÇÃO - BDC NOTICIAS.
REDAÇÃO
Caros leitores, nesse início de 2022 é necessário relembrar da árdua batalha que ainda está sendo travada para a recuperação da rodovia BR-319. Uma rodovia construída entre 1968 e 1976,  inteiramente asfaltada e que foi destruída propositalmente entre 1984-1989 com ausência de manutenção e retirada do pavimento, impedindo a importante circulação rodoviária entre as cidades de Manaus, Careiro, Manicoré, Humaitá e Porto Velho.

Depois de sofrer um crime de lesa pátria e das tentativas fracassadas de reconstrução nos anos 1990, ocorre em 2007 um acordo, sendo inclusive celebrado um Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, que considerou a rodovia BR-319 não pavimentada, sendo mais um doloroso golpe na história daqueles que construíram e que vivenciaram o funcionamento da rodovia. O TAC assinado em 2007 pelas instituições do Governo Federal criou um grande impasse, que resultou na elaboração de completos de estudos ambientais para repavimentar uma rodovia que já havia sido asfaltada, inclusive com tráfego de caminhões, ônibus e automóveis. Uma das versões dos estudos foram feitas e apresentadas e sendo reprovadas pelo IBAMA, atrasando todo o processo de reconstrução. Uma década depois os estudos foram refeitos e complementados com apresentação pública realizada no segundo semestre de 2021 em diversas cidades localizadas no entorno da BR, tal estudo é importante para verificar os impactos positivos e negativos da reconstrução e o que pode ser projetado para reduzir os impactos negativos da rodovia. Após discussões, debates e apresentações ainda estamos aguardando um posicionamento do IBAMA "se terá ou não aprovação do estudo ambiental?"

Esperamos que sim, pois desde 1989 que a rodovia deixou de ser operada pelo transporte de carga e passageiros e passamos mais de 2 décadas sem esses serviços, quando retornaram em 2015 foi de forma sazonal, com uma rodovia que possuía  pontes de madeira, asfalto velho triturado e algumas partes ainda em razoável estado de conservação entre os kms 260 e 655,5. Esperamos que essa parte burocrática seja vencida e que a rodovia receba as licenças ambientais necessárias para a reconstrução (do trecho do meio), apesar dessas licenças serem importantes, precisamos de esforços das bancadas políticas da região Norte para conseguir recursos para empreitada, orçada em mais de 1 bilhão de reais. A empreitada política para a reconstrução pode e deve ocorrer em diferentes níveis, pois precisa de recursos para repavimentação (federal), recursos para atender as cidades, distritos e comunidades (estadual e municipal) ligadas pela rodovia e que carecem de infraestrutura básica como é o caso de Realidade no km 580.

Por fim, esperamos que essa rodovia receba as devidas melhorias para sua trafegabilidade, pois desde 2015 motoristas sofrem para fazer suas viagens, seja para transportar passageiros ou cargas perecíveis para a cidade de Manaus e outras cidades conectadas, viagens que podem demorar de 18h até 5 dias no período de muita chuva (janeiro-maio). Não vamos arredar nenhum milímetro!!!! Vamos continuar nossa batalha pela reconstrução total da rodovia BR-319, esta que foi destruída propositalmente para atender interesses obscuros e o povo ficou no sofrimento. O povo amazonense merece uma rodovia asfaltada e de boa qualidade.  

André Marsilio - Presidente da Associação dos Amigos e Defensores da BR-319.
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