10/07/2019 às 16h37min - Atualizada em 10/07/2019 às 16h37min

Funcionário do Polo de Saúde Indígena encontra jacaré no quintal da unidade.

Eduardo Sampaio
Cecilio Filho
Cecilio Filho
Funcionário do Polo de Saúde Indígena encontra jacaré no quintal da unidade.

O mesmo relatou que estava em seu celular numa ligação quando de repente avistou o animal silvestre entre o muro da unidade e uma árvore. Funcionarios se assustaram com o animal silvestre nesse local onde jamais imaginaria ver um animal desse. A hipótese do animal ter saido do seu local pelas fortes chuvas que últimamente vem caindo em Autazes.

O animal foi resgatado por funcionarios da unidade com suporte e ajuda de populares e conduzido para o seu hábitat natural, pois no polo acontece muito atendimento diariamente e crianças ou qualquer pessoa poder ser agredido pelo animal.

Vários casos desse Parecidos.

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Exite varios casos desses répteis que vem sofrendo mudanças físicas e se adaptando, de forma equivocada, a situações trazidas por problemas urbanos como acúmulo de lixo nesses canais hídricos e a presença do ser humano que, em alguns casos, se sente mais seguro matando esses animais.

Segundo Biologo Ronis, os répteis existem há mais de 200 milhões de anos e necessitam da interface água-terra para sobreviverem, mesmo ficando vulneráveis aos avanços da urbanização. “Esses animais sempre viveram aqui, porém à medida que vamos destruindo as matas ciliares no entorno dos igarapés, acabamos nos deparando com eles. Os jacarés sempre estiveram lá, eles não são migrantes e não pretendem sair”, avisou Ronis.

De acordo com Ronis, na cidade, os jacarés se alimentam principalmente de ratos e baratas, que existem em abundância decorrentes da poluição. “A oferta de comida é diferenciada. Também constatamos a presença de pedras de construção civil no estômago desses animais, sacos plásticos e vidro”, explicou o biólogo.

Outra problema encontrado principalmente entre as fêmeas da espécie é a carência de lugares para as mesmas depositarem seus ovos. “As fêmeas são extremamente exigentes no que diz respeito à reprodução... Elas não fazem seus ninhos em qualquer lugar. Isso poderá impactar na quantidade de animais e talvez na extinção deles da zona urbana”, alertou.

Resgate

O jacaré é considerado um bem da união desde a Constituição de 1988. Apesar dos impasses entre o Município e o Estado para criar políticas que busquem zelar pelo animal, o professor aconselha a população a não tentar abater os répteis.

“Os jacarés nunca atacarão o ser humano, tendo comida ou não. O que pode ser feito pela sociedade é tentar conviver de forma harmoniosa com esses animais ou, na melhor das hipóteses, chamar o resgate para que eles sejam removidos com segurança”, explica.
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