Cleusimar Cardoso, mãe de Djidja, obtém progressão para o semiaberto e passa a usar tornozeleira

Cleusimar Cardoso, mãe de Djidja, obtém progressão para o semiaberto e passa a usar tornozeleira

Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, deixou o regime fechado e passou a cumprir pena no semiaberto a partir de segunda-feira (28/9). A progressão foi autorizada pela juíza Sabrina Cumba Ferreira, da 2ª Vara de Execução Penal de Manaus.

Cleusimar foi condenada em julho de 2026 a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes ligados ao tráfico de cetamina na capital amazonense. De acordo com a sentença, ela era considerada a principal articuladora e líder do grupo investigado.

Na decisão, a Justiça reconheceu 12 dias de redução da pena por atividades feitas na prisão em agosto: quatro dias pela leitura de um livro, sete pelos 21 dias de trabalho e um pela participação no Projeto Remicine. O bom comportamento carcerário também foi registrado, o que, segundo o Judiciário, completou os requisitos para a mudança de regime.

Regras a cumprir

Com a progressão, ela será cadastrada no sistema Chronos e monitorada por tornozeleira eletrônica. De segunda a sexta-feira, terá de ficar em casa das 22h às 6h, podendo sair nesse intervalo apenas para trabalho, estudo ou tratamento de saúde comunicado previamente à Central de Monitoramento. Nos fins de semana, feriados e folgas, o recolhimento será integral. Também está proibida de mudar de endereço ou sair de Manaus sem autorização, de portar armas e de consumir bebidas alcoólicas ou drogas.

O caso

A condenação de 22 de julho de 2026 foi uma nova sentença no processo da Operação Mandrágora, depois que a decisão anterior havia sido anulada dez meses antes. Além de Cleusimar, foram condenados Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja, José Máximo Silva de Oliveira, Hatus Moraes Silveira, Verônica da Costa Seixas, Sávio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima, com penas entre oito anos e seis meses e 10 anos e 11 meses. Emicley Araújo Freitas, Claudiele Santos da Silva e Marlisson Vasconcelos Dantas foram absolvidos por insuficiência de provas.

Segundo a Justiça, o grupo usava a rede de salões Belle Femme e a seita “Pai, Mãe, Vida” para distribuir e aplicar cetamina, anestésico de uso veterinário obtido ilegalmente e utilizado em rituais. Djidja, que foi atração do Festival de Parintins por cinco anos, foi encontrada morta em 28 de maio de 2024. O laudo preliminar apontou edema cerebral, e a principal linha de investigação da polícia foi a de overdose de cetamina.

Fonte: g1 Amazonas | Foto: Reprodução/Redes Sociais

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