Avião cai em rio no AM e piloto confessa ida a busca de drogas

Um avião de pequeno porte caiu em um rio nas proximidades da comunidade do Caeté, no município de Tonantins, interior do Amazonas, durante a noite deste domingo (2). O piloto sofreu ferimentos no acidente e, durante depoimento à polícia, admitiu não possuir habilitação para conduzir aeronaves, revelando ainda que o voo tinha como objetivo o transporte de entorpecentes.
Como foi o resgate
De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), uma equipe da Base Fluvial Arpão I foi mobilizada para atender a ocorrência assim que a queda foi registrada. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o condutor da aeronave às margens do rio, apresentando lesões provocadas pelo impacto.
O piloto recebeu atendimento médico inicial no próprio local e, na sequência, foi transportado até a unidade hospitalar de Tonantins para tratamento das lesões sofridas. Registros feitos por moradores da região mostram o momento em que a aeronave foi rebocada por uma embarcação após ser retirada das águas.
Confissão sobre destino da viagem
Ainda durante a abordagem policial, o homem relatou não ter documentação nem habilitação válida para operar o avião. Segundo seu depoimento, o trajeto tinha como destino a comunidade Jesus do Solimões, local onde ele buscaria uma carga de drogas.
Diante das informações prestadas, equipes policiais realizaram vistoria detalhada tanto na aeronave quanto na área onde ocorreu a queda, mas nenhum tipo de substância ilícita foi localizado durante as buscas.
Encaminhamentos e próximos passos
Depois de receber os cuidados médicos necessários, o piloto foi conduzido ao 54º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Tonantins, onde a ocorrência foi formalmente registrada. A SSP-AM confirmou que as investigações sobre as circunstâncias do acidente e sobre a suposta finalidade do voo seguem em andamento.
O caso reforça a atuação das forças de segurança no monitoramento de rotas fluviais e aéreas na região amazônica, frequentemente utilizadas para o tráfico de entorpecentes devido à extensão territorial e às dificuldades de fiscalização.
Fonte: G1 Amazonas
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