Greve de ônibus em Manaus é suspensa após acordo de pagamento

(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)
O cenário de crise no transporte público de Manaus ganhou um novo desdobramento com a suspensão de última hora da greve de ônibus que afetaria milhares de passageiros. A paralisação dos rodoviários urbanos, originalmente agendada para começar às 10h desta quinta-feira (20), foi congelada temporariamente após os consórcios operarem um acordo financeiro para a quitação dos vencimentos atrasados. Graças a essa conciliação de última hora, o fluxo das linhas de transporte coletivo por toda a capital amazonense permaneceu ativo e os ônibus circulam sem alteração em seus itinerários tradicionais.
A liderança dos trabalhadores rodoviários da região metropolitana, representada por Givancir Oliveira, confirmou publicamente o recuo estratégico. O anúncio detalhou que as empresas concessionárias se comprometeram a efetivar o depósito integral dos salários nas contas dos colaboradores entre o decorrer desta quinta-feira e o encerramento das atividades bancárias de sexta-feira (21). O cumprimento deste prazo específico sanou, ao menos de forma imediata, o principal motivo de insatisfação da categoria, que vinha sofrendo com a falta de previsibilidade em seus pagamentos mensais.
Toda essa reestruturação de fluxo de caixa ocorreu após uma intervenção do poder público municipal. A administração municipal liberou verbas atrasadas relativas ao subsídio da gratuidade estudantil, injetando o capital necessário para que as concessionárias pudessem arcar com a folha salarial. Apesar do alívio momentâneo para a população que depende do transporte diário, o sindicato deixou claro que se mantém em estado de alerta. Se o dinheiro combinado não for efetivamente compensado nas contas bancárias até a sexta-feira, as equipes de motoristas e cobradores estão autorizadas a cruzar os braços e interromper a saída das frotas das garagens a qualquer momento.
Braço de Ferro no Setor Industrial
Por outro lado, o clima de conciliação não se estendeu ao transporte privado voltado ao setor produtivo. A greve geral dos motoristas que realizam o fretamento e o transporte especial para os operários do Distrito Industrial de Manaus segue mantida e sem previsão de término.
Nesta ramificação específica do setor rodoviário, as reivindicações vão muito além da pontualidade salarial. A categoria dos fretados busca a implementação de melhorias estruturais de trabalho, exigindo:
Correção salarial: Reajuste linear de 7% aplicado nos contracheques de todos os condutores da modalidade.
Aumento de benefícios: Fixação do vale-refeição diário no valor de R$ 22 para suprir os custos de alimentação fora de casa.
Revisão de escalas: Redução imediata das jornadas de trabalho abusivas.
Os representantes da classe denunciam que os motoristas que atendem ao Polo Industrial cumprem rotinas severas, sendo obrigados a cobrir até três turnos consecutivos nas rodovias sem o suporte de instalações dignas para repouso ou alimentação adequada enquanto aguardam os funcionários nas portas das fábricas.
Se você quiser, posso explicar como funciona a fiscalização do Ministério do Trabalho em jornadas de motoristas profissionais ou detalhar as regras para concessão de subsídios tarifários pelas prefeituras brasileiras.
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