Patrimônio de Eduardo Braga sobe 90% e chega a R$ 60,2 milhões

O senador Eduardo Braga (MDB), candidato à reeleição ao Senado Federal pelo Amazonas, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 60,2 milhões. As informações constam do pedido de registro de candidatura protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e podem ser consultadas publicamente no sistema Divulgacand.
O registro faz parte do processo eleitoral para 2026, que já contabiliza seis dos nove nomes oficializados como pré-candidatos ao Senado no Amazonas com cadastro realizado no sistema do TSE. Além de Braga, aparecem na lista Capitão Alberto Neto, Dailson Corrêia, Evandro de Oliveira, Plínio Valério e Wilson Lima. O prazo para formalização das candidaturas se encerra às 19h do dia 15 de agosto.
Crescimento patrimonial em oito anos
A comparação com a declaração apresentada em 2018, quando Braga também concorreu a uma vaga no Senado, mostra um salto superior a 90% no valor total de bens. Na ocasião, o patrimônio informado era de R$ 31,6 milhões.
O avanço mais expressivo ocorreu na carteira de investimentos, nos créditos a receber e na diversificação de ações e fundos. Atualmente, os maiores valores declarados incluem R$ 14,9 milhões referentes a dividendos acumulados até 2025, R$ 7,06 milhões em plano de previdência privada (VGBL) e R$ 3,2 milhões em créditos a receber junto à Parintins Participações Ltda. Em 2018, esse último valor não ultrapassava R$ 53 mil, e não havia registro de dividendos acumulados nessa magnitude.
Mudanças em participações societárias e ações
A composição das quotas empresariais também sofreu alterações. Em 2018, o senador declarava participações em diferentes empresas do grupo Parintins, incluindo automóveis, veículos e motos. Na atual declaração, essas quotas específicas não aparecem mais, restando apenas a participação na Parintins Participações, agora avaliada em R$ 1,17 milhão.
Na carteira de ações, houve ampliação significativa. Em 2018, o portfólio se limitava a papéis da Vale e da Petrobras. Atualmente, inclui ativos de empresas como Eletrobras, Klabin, Caixa Seguridade, Equatorial, BB Seguridade, JBS, Banco ABC e Petra, com destaque para os R$ 2,03 milhões aplicados em ações da Vale.
Renda fixa, fundos e imóveis
Os investimentos em renda fixa também foram diversificados, contemplando certificados de recebíveis imobiliários e do agronegócio, debêntures, CDBs e outros papéis. Na carteira de fundos, os produtos declarados em 2018 foram substituídos por novas aplicações, como FIDCs, fundos imobiliários e um fundo de participações voltado ao setor de energia.
Já os imóveis apresentaram poucas mudanças de valor. A residência na Ponta Negra teve leve valorização, enquanto terrenos na mesma região mantiveram os preços declarados anteriormente. A declaração de 2026 passou a incluir quatro salas comerciais em um edifício corporativo, mas não traz mais o apartamento que constava em 2018.
Entre os veículos, seguem declarados um automóvel Mercedes-Benz, um jet ski e uma lancha, aos quais se soma agora um Renault Captur. Os valores em dinheiro e contas bancárias também aumentaram, assim como os créditos e direitos a receber, que incluem juros sobre capital próprio de empresas como Bradesco, Petrobras, Vale e Vibra Energia.
Fonte: G1 Amazonas
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