Mudanças climáticas já apresentam perdas irreversíveis ao ecossistema

Os impactos das mudanças climáticas estão sendo muito mais rápidos do que o previsto pela ciência e muitos deles já levaram a perdas irreversíveis nos ecossistemas, atingindo de forma desproporcional as populações mais pobres ao redor do mundo. 

Essas são algumas das principais conclusões do novo relatório do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas, divulgado nesta segunda-feira.

Segundo o documento produzido por 801 cientistas, dentre eles 21 brasileiros, os eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes expuseram milhões de pessoas à insegurança alimentar e hídrica, com maiores impactos observados na África, na América Latina, na Ásia, nos pequenos países insulares e no Ártico.

Uma das autoras do relatório, a pesquisadora Patrícia Pinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), ressalta que os países do hemisfério Norte, que são historicamente mais responsáveis pela emissão dos gases de efeito estufa, têm uma maior capacidade de resposta a esses eventos. Do outro lado estão os países do hemisfério sul, que são os mais atingidos e contribuem muito menos com a crise climática vivida globalmente.

De acordo com o documento, o Acordo de Paris, que prevê esforços para limitar o aumento da temperatura em até 1,5º C em relação aos níveis pré-industriais, é fundamental para avida no planeta. Se a Terra registrar temperaturas acima disso, passará por duros limites de adaptação. Por exemplo, todos os recifes de corais podem ser perdidos.

Para Patrícia Pinho, do Ipam Amazônia, o maior desafio global frente as mudanças climáticas é uma ação coletiva que possa mudar o paradigma ligado ao desenvolvimento econômico às custas da alta emissões de gases de efeito estufa.

O relatório IPCC sobre mudanças climáticas mostrou também que, hoje, mais de 3 bilhões de pessoas vivem em locais ou contextos altamente vulneráveis à mudança do clima. Sendo gênero, grupo étnico e renda fatores que aumentam essa vulnerabilidade.

Fonte: Agência Brasil 

 

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